
Charme britânico em Hollywood
Quando
se fala em filmes românticos dos anos 90/2000 logo vem
a memória o casal que Hollywood adora ver trabalhando
juntos – Meg Ryan e Tom Hanks –, ou somente a
própria atriz, especializada nesta área. Mas
há um outro ator que para mim é sinônimo
de bons filmes neste segmento: Hugh Grant.
Qualquer filme com ele é encantador. Talvez por seu
charme e carisma, que lembra os atores de antigamente, o jeito
de falso tímido, atrapalhado, não sei, mas a
mais simples história, com final óbvio, fica
agradável com sua presença, como prova a fita
Amor a Segunda Vista, em que ele contracena com Sandra
Bullock.
Seu talento para a comédia de encontros e desencontros
amorosos foi descoberto pela indústria cinematográfica
norte-americana ao protagonizar um filme inglês de baixo
orçamento: Quatro Casamentos e um Funeral.
Com o sucesso do filme, Hugh Grant virou astro e passou a
ser bem requisitado para estrelar comédias em que praticamente
repete o papel que lhe deu fama. Participou em seguida de
Razão e Sensibilidade, adaptação
de Ang Lee para a obra de Jane Austen, e de outros filmes
que não vi (Mickey Olhos Azuis e Nove
Meses).
Voltei a encontrá-lo na telona em Um Lugar Chamado
Notting Hill, O Diário de Bridget Jones e
Simplesmente Amor. Os três têm como ponto
forte o roteiro (escrito por Richard Curtis, que criou também
Quatro Casamentos), o elenco bem escolhido, o humor
inglês e as paisagens londrinas.
Mas,
por exemplo, Um Grande Garoto (adaptação
do livro homônimo de Nick Hornby), não é
bem um filme romântico, mas é justamente interpretando
um solteirão cínico, que odeia compromissos
e amadurece ao fazer amizade com um garoto de 12 anos, que
o ator tem o seu melhor papel, pelo menos até o momento.
Talvez porque o público o associe a esta imagem. Depois
que terminou o longo relacionamento com a atriz/modelo Elizabeth
Hurley, não assumiu namoro com mais ninguém.
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